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O Evento aconteceu dia 19/11/2008
Os vencedores do Prêmio Manuel Diégues Júnior 2008 foram apresentados na solenidade de encerramento da 13a. Mostra Internacional do Filme Etnográfico, no Arte Sesc, Rua Marquês de Abrantes, 99, Flamengo, Rio de Janeiro.
O prêmio, oferecido pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) com a finalidade de incentivar a produção vídeo-filmográfica sobre folclore e cultura popular, tem sido destaque nas últimas versões da mostra. É oferecido nas categorias “importância do tema para a área”; “desenvolvimento de pesquisa/roteiro”; e “concepção e realização”, cabendo a cada uma prêmio no valor de R$ 3.000,00.
Vencedores por categorias:
Importância do tema para a área Os caminhos invisíveis do negro em Porto Alegre: a tradição do Bará do Mercado, de Ana Luiza Carvalho da Rocha.
Relatos de sete religiosos sobre o fundamento afro-religioso chamado O Bará do Mercado Público. O filme torna mais conhecida uma antiga tradição, cuja manifestação concreta são os rituais e as práticas realizados pelos religiosos, no interior e arredores do Mercado Público. A construção da narrativa permite ao espectador um passeio através do tempo e das transformações da cidade de Porto Alegre. Conforme a tradição, no centro do Mercado, no meio da encruzilhada que o funda, está assentado o orixá Bará, entidade responsável pela abertura dos caminhos e pela fartura.
Desenvolvimento da pesquisa/roteiro
Coco que roda, de Osman Assis.
Registra uma das manifestações mais ricas e antigas da cultura popular brasileira: Coco, seu canto e dança. Velhas e novas gerações, artistas anônimos e consagrados, como Bezerra da Silva, Zé Neguinho do
Coco, Jacinto Silva, Silvério Pessoa, Dona Selma do Coco, entre outros, dão teor ao filme.
Concepção e realização
Praiara Jo: depois do ovo, a guerra, de Komoi Panará
As crianças Panará apresentam seu universo, em dia de brincadeira na aldeia. O tempo da guerra acabou, mas ainda continua vivo no imaginário das crianças.
O Júri concedeu, ainda, menção honrosa para os documentários:
As Iracemas, de Alexandre Pires Cavalcanti
Pela negociação ética e estética com o outro construída ao longo do filme.
Jongo, calangos e folias? Música negra, memória e poesia, de Hebe Mattos e Martha Abreu.
Pelo uso da oralidade como instrumento de afirmação entre diferentes praticas culturais.
Tarabatara, de Julia Zakia
Pela delicadeza do olhar cinematográfico que revela aspectos
particulares de um grupo.
Local:
Arte SESC
Rua Marques de Abrantes, 99, Flamento, Rio de Janeiro, RJ
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